A bela America Singer é uma Cinco. Dentro de uma sociedade
de oito castas, ela é uma artista. Junto com sua mãe, canta e toca instrumentos
em festas, normalmente as de classes mais elevadas (às vezes, Dois e Três). Não
ganham muito, mas, juntando com o salário do pai, da irmã e da mãe, é o
suficiente para sustentar a família de cinco membros (seu irmão mais novo ainda
não descobriu seu talento). Nunca passaram fome, mas sempre viveram no limite.
Quando America recebe uma carta da realeza – a carta da Seleção
–, surge a oportunidade de conseguir mais dinheiro. O príncipe de Illéa precisa
de uma esposa. 35 garotas – uma de cada província – serão escolhidas para se
encontrarem com o príncipe. Todas ganharão dinheiro no tempo em que estiverem
na disputa. America precisa se inscrever!
No entanto, não é isso que a garota quer. Quer ajudar a
família, é claro, mas não quer entrar na disputa pelo coração do príncipe (e
pela coroa). Seu coração já tem dono: Aspen, um Seis. A última coisa que
precisa é ter que lidar com um príncipe mimado e superficial.
“A ideia de entrar em
um concurso que o país inteiro acompanharia só para ver um riquinho esnobe
escolher a moça mais linda e sonsa do grupo para ser o rosto calado e bonito
que apareceria ao lado dele na TV... era o bastante para me fazer gritar.
Haveria humilhação maior?”
Querendo dar um basta nas reclamações da mãe e agradar
Aspen, America se inscreve na Seleção. Não está preocupada, porque é impossível
que seja selecionada. Afinal de contas, diversas jovens participarão!
Mas o impossível acontece. Agora, ela terá que entrar na
disputa (no caso, só marcar presença, já que ela não está interessada). Mas,
quando America finalmente conhece Maxon, percebe que ele não é nada daquilo que
imaginava. É engraçado, inteligente, integro e, com toda certeza, será um ótimo
rei algum dia.
"Eu não vou
lutar. Meu plano é aproveitar a comida até me expulsarem."
O que fazer quando seu coração começa a dar sinais de um
novo amor? America precisa descobrir o que fazer. E rápido.
A Seleção foi um dos livros que eu apenas bati o olho e
soube que precisava ler. A sinopse nos dá uma boa ideia do que esperar e logo
de cara gostei. Sem contar que a capa é maravilhosa!
America é uma personagem fantástica. Tem atitude e uma
personalidade forte. Fala o que pensa e, muitas vezes, o que não deve. Acima de
tudo, ela é verdadeira. Deixa claro suas intenções. No entanto, perdeu alguns
pontos comigo no final. Vamos ver o que acontece no próximo.
Max é o tão falado príncipe encanto. Lindo, educado e compreensivo,
ele te faz suspirar a cada página. No entanto, não é perfeito (o que é muito
bom! Afinal, seria extremamente chato se fosse). Acredito que seu defeito
principal seja a ingenuidade. O cara é príncipe e não sabe de quase nada do seu
povo. America foi um choque de realidade para ele.
Quanto ao Aspen, o namoradinho de America... Bom, não o
odeio (o que se tratando desse livro já é muita coisa). Entendi perfeitamente
suas ações e o porquê delas. Amor não coloca comida na mesa e ele sabe disso.
Mas, ao contrário de Max, Aspen impõe sua vontade sem dar a mínima para a dela.
Foi aí que o Seis perdeu diversos e
diversos pontos comigo.
E por causa disso, sou Team Max \o/
A única coisa que me decepcionou foi a tão aclamada disputa.
Estava esperando algo realmente parecido com uma disputa, onde as moças teriam
que provar que são melhores que as outras (talvez por meio de suas
habilidades). No lugar, tivemos 35 mulheres convivendo no palácio com a família
real a espera da decisão de Maxon. De vez em quando tendo encontros com ele,
mas, na maioria das vezes, apenas sentadas esperando que ele as dispensasse.
Apesar disso, o livro é muito bom. E, com certeza, entrou
para os meus favoritos.



















































